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Titulo: O Natal que não está na Bíblia".

O NATAL QUE NÃO ESTÁ NA BÍBLIA

Originário de celebrações e costumes pagãos, o que muitos chamam de comemoração
do nascimento de Jesus não encontra nenhum respaldo bíblico


Há muitas dúvidas no meio cristão sobre a celebração do Natal no dia 25 de dezembro. Entre consumismo, festas, comilanças e bebedices ao redor do mundo, ainda se diz que esta é a data do aniversário de Jesus.

O que cremos sobre o natal é baseado em relatos bíblicos e em livros históricos que comprovam com evidências que a comemoração como é feita no mundo, e até mesmo dentro da Igreja, não está dentro dos padrões estabelecidos por Deus.

Por possuir a sua própria cultura e valores, há características singulares no Cristianismo que o diferencia de todas as outras religiões e culturas - exatamente porque não é uma religião, mas um estilo de vida. Assim, a Igreja precisa se dar conta de que deve cumprir o seu papel no plano da redenção da humanidade. Isso implica em alguns posicionamentos que, muitas vezes, são tidos como "radicais".

A data

Não há registro específico nas Escrituras de uma data exata em que Jesus tenha nascido - apenas um tempo aproximado. O ponto de partida é em Lucas 1.5, que declara: "Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias (marido de Isabel e pai de João Batista), do turno de Abias. Sua mulher era das filhas de Arão, e se chamava Isabel". Ainda no capítulo 1, vemos que Isabel engravidou de João Batista, logo após o exercício do turno de seu marido.

A Palavra nos mostra que o anjo Gabriel apareceu a Maria e lhe fez a promessa do nascimento de Jesus, que foi concebido 6 meses após João Batista. A chave para encontrarmos uma data aproximada do nascimento de Jesus está em retornarmos ao Antigo Testamento e identificar quando foi estabelecido o turno de Abias.

I Crônicas 24.7 a 18, nos mostra que Davi havia estabelecido um total de 24 turnos de 15 dias cada, durante o período de um ano. O turno de Abias era o oitavo.

Os turnos sempre começavam no início do ano judaico que, no nosso calendário equivale a março/abril. Ao final do turno de Abias, que seria em junho/julho, João Batista é gerado e, 6 meses depois, por volta de dezembro/janeiro, Jesus é gerado.

Se considerarmos um período normal de gravidez (9 meses), concluímos que Jesus nasceu entre setembro e outubro, exatamente quando o povo Judeu celebrava a Festa dos Tabernáculos.

Isso não é pura coincidência, pois João 1.14 declara: "E o verbo (Jesus) se fez carne, e habitou (no grego: tabernaculou) entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai".

Outra comprovação de que a data de seu nascimento não poderia ser em 25 de dezembro nos é dada em Lucas 1:8: "Naquela mesma região pastores que viviam nos campos guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite".

No hemisfério Norte, dezembro cai exatamente no inverno, que até hoje é bastante rigoroso.
Os pastores não tinham o costume - e até hoje não têm - de ficar no campo sob baixas temperaturas guardando as ovelhas, mas sim as colocando em apriscos.

Outra passagem bíblica, Lucas 2.1, diz o seguinte: "Naqueles dias foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se".

Historicamente, os imperadores nunca convocaram o povo para um recenseamento no inverno, pois sabiam que muitas pessoas seriam impossibilitadas de viajar devido aos rigores do frio.
Ao longo da Bíblia também não existe uma passagem sequer que estabeleça o natal como uma comemoração a ser lembrada anualmente pela Igreja.

A única celebração que o próprio Jesus ordenou a seus discípulos guardarem como memorial foi a "Comunhão", ou "Ceia do Senhor" (I Co 11.23-26).

A árvore

Um dos maiores costumes do final de ano é enfeitar a árvore ou pinheiro de Natal. Mas, segundo enciclopédias pesquisadas, a árvore era separada como objeto de adoração por povos na Europa Central, principalmente na Escandinávia, região que compreende Suécia e Noruega. Um dos deuses dessa região era Thor, que recebia sacrifícios humanos que lhe eram oferecidos sempre ao pé de uma árvore frondosa.

Quando esses povos se tornaram cristãos, fizeram das árvores de folhas duras (pinheiros, ciprestes, etc.) um elemento constante em suas festividades, transportando para dentro da igreja um costume pagão.

Uma edição da Folha de São Paulo, de dezembro de 96, explica que "a primeira árvore de Natal foi mostrada em visão ao missionário inglês Winfrid, mais tarde chamado de São Bonifácio. Há 1200 anos, Winfrid viajava pela Alemanha quando encontrou um grupo de druidas (feiticeiros dos povos gauleses) à sombra de um carvalho. Eles preparavam-se para sacrificar o jovem príncipe Asulf ao deus Thor, cuja árvore sagrada era o carvalho (um tipo de pinheiro).

Winfrid interrompeu o sacrifício e derrubou aquela árvore sanguinária. Imediatamente surgiu um pequeno pinheiro no mesmo lugar e Winfrid disse que o mesmo seria a nova “árvore sagrada”, “a árvore da vida”, representando o próprio Cristo. Este seria o início do costume de decorar as árvores de Natal."



A Palavra de Deus nos confirma que as árvores eram usados por povos pagãos como objetos de adoração. Veja o que diz em Isaías 44.14,17: "Um homem corta para si cedros, toma um cipreste ou um carvalho, fazendo a escolha entre as árvores do bosque; planta um pinheiro e a chuva o faz crescer. ... Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, prostra-se e lhe dirige a sua oração, dizendo: livra-me porque tu és meu deus".

A enciclopédia Barsa afirma que "a árvore de Natal é de origem germânica, datada do tempo de São Bonifácio (cerca de 800 D.C). Foi adotada para substituir os sacrifícios, que eram feitos com oferendas e orgias sexuais, ao carvalho sagrado de Odin (outro deus nórdico), adotando-se uma árvore em homenagem ao Deus-Menino".

Ou seja, tomaram a árvore, que era o que havia de mais sagrado a este demônio, Odin, e a transportaram para ser um símbolo do Natal daquele que é o verdadeiro Deus e Senhor. Você pode enfeitá-la, ornamentá-la, tentando até identificar os ornamentos como símbolos cristãos, porém saiba: no princípio de tudo, aquela árvore foi oferecida a Odin, que é uma figura do próprio Satanás.

Papai Noel

Uma reportagem da Folha de São Paulo, também de Dezembro de 96, mostra que o papai noel de hoje originou-se de um personagem real, São Nicolau, que viveu no século IV. Era bispo de Mira, uma antiga cidade da atual Turquia. A lenda diz que à noite ele saía levando presentes aos necessitados. Depois de sua morte, sua fama espalhou-se pela Europa. Durante toda a Idade Média, São Nicolau foi o "padroeiro dos escolares". Na Alemanha, ele é representado como um diabinho peludo, o "Petz Nichol" (Nicolau de peles). No Brasil, a figura do papai noel surgiu por volta de 1920, mas popularizou-se depois de 1930. A origem entre o povo brasileiro não vem de uma tradição popular, mas foi um costume importado oficialmente de outros lugares.

O papai noel tem se tornado a figura central da festa. Tanto que a maioria das decorações natalinas dizem respeito a ele e não a Cristo. Aliás, o cenário montado em torno do natal nada tem a ver conosco. Guirlandas, neve e frio, chaminés, e tantos outros objetos típicos não têm relação nenhuma com o Oriente Médio onde Jesus nasceu, mas com a Europa, lugar onde São Nicolau ganhou status de "santo". Chega a ser até ridículo ver brasileiros vestidos em roupas de inverno europeu, sob o intenso calor do nosso verão tropical.

Presentes e consumismo

O natal tornou-se uma ocasião em que a maioria das pessoas gasta muito, comendo e bebendo acima dos limites. Além disso, acabam comprando o que não podem, por serem movidas por um sentimento quase de "obrigação" de dar um presente a alguém.
O consumismo exagerado dessa época entra em choque com o domínio próprio e com a singeleza recomendados nas Escrituras, pois o que se vê, é gente se endividando pelo resto do ano para manter a fantasia do natal. Será que podemos afirmar que Deus está nisso?


Nossa posição

Com base em todas estas evidências, o presbitério da Igreja Nova Aliança crê que se Deus desejasse que comemorássemos o nascimento de Jesus, Ele não teria ocultado tão completamente essa data. Além disso, é muito relevante o fato de que tal celebração nunca foi praticada nos primeiros dias da igreja primitiva, e que sua origem, como os relatos históricos nos comprovam, é inteiramente pagã.

Concluímos, então, que esta celebração não deve ser praticada tal qual acontece no mundo secular. É preciso instruir nossos filhos quanto a essa verdade e nos livrarmos de tudo o que vincule uma data ou alguns objetos (enfeites, guirlandas, pinheiros, etc.) à comemoração do nascimento de Jesus. Muito mais importante que o Seu nascimento foi Sua morte na Cruz do Calvário - e isto sim deve ser celebrado pela igreja como um memorial até a Sua segunda vinda.

Vale à pena, porém, exortar aos irmãos a buscarem no Senhor a sabedoria no testemunho perante os familiares. Por exemplo, quanto à prática de dar e receber "presentes de natal".

Se os seus parentes quiserem fazê-lo, participe, porém explique com sabedoria a respeito do que você tem aprendido sobre este tema.

Não perca a oportunidade para falar sobre o que cremos e porque cremos assim, especialmente aos seus filhos. É importante que eles conheçam o motivo pelo qual praticamos ou não algo. Tudo isso, porém, não deve impedir que tenhamos comunhão com nossos familiares, mas devemos sim, aproveitar todas as oportunidades para testemunhar do amor de Deus e Sua graça. E se você deseja dar presentes aos seus filhos e parentes, faça-o como um ato de amor e num ambiente de confraternização de fim de ano, porém nunca vincule isto ao dia 25 de dezembro, muito menos ao natal de Jesus.

A Palavra nos adverte claramente em I Co 10.23,27,28:
"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam. ... Se algum dentre os incrédulos vos convidar e quiseres ir, comei de tudo o que for posto diante de vós, sem nada perguntardes por motivo de consciência. Porém, se alguém vos disser: Isto é coisa sacrificada a ídolo, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência."

Pastor Davi de Sousa
Comunidade Nova Aliança
de Londrina (PR)

 
Pastor Davi de Sousa - Com. Nova Aliança Londrina


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