| Titulo:
Unção de multiplicação |
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“O Espírito do Senhor Deus está sobre Mim; porque o Senhor Me ungiu para pregar boas novas aos mansos, enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e abertura de prisão aos presos” (Isaías 61:1)
Todo aquele que quer avaliar o êxito de um ministério, necessariamente terá que se remeter ao seu crescimento na área espiritual e à sua multiplicação numérica. Só aqueles que se movem guiados por um espírito de conformismo argumentarão que é mais importante a qualidade do crente que a sua quantidade em uma igreja. Isso não se discute, mas minha opinião é que as duas coisas caminham juntas. Jesus disse que seriamos conhecido pelo “fruto”além disso acrescentou:
“Nisto é glorificado Meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis Meus discípulos.” João 15:8.
Agora, este fruto refere-se tanto à parte espiritual, como ao crescimento numérico, e este será possível pela unção do Espírito Santo, atuando na vida do líder e na igreja em geral.
A unção é para multiplicação. Desde o princípio da criação notamos que o conceito de crescimento e multiplicação sempre tem estado na mente e nos planos de Deus para o mundo. O Senhor disse através dos profetas: “Eu, Jeová, não mudo, e não altero o que tem saído dos Meus lábios.”
Há quem pense que o Deus de agora é muito diferente ao da antiguidade; ocorre-lhes como ao menino que estava lendo no Antigo Testamento aquelas histórias sangrentas, e pergunta a seu pai: “Papai, isto acontecia quando Deus não era cristão?” O interessante é saber que Deus nunca muda e que, por conseguinte, Seu propósito para com o homem também não muda. O Senhor proporcionou ao homem tudo o que é necessário para que seja feliz, e quando o criou deu-lhe o mandamento: “Crescei e multiplicai-vos. Enchei a terra.” Deus deu a ordem de multiplicação ao primeiro casal. Se fizermos uma análise detalhada, notaremos que em cada área da criação está o espírito de multiplicação: uma semente cai na terra, morre e se multiplica. Se Adão houvesse resistido ao mandamento divino, nem você, nem eu, estaríamos agora comentando esta história. Desde seus dois primeiros filhos, Caim, que representou a descendência dos filhos dos homens, e Abel, representando a descendência dos filhos de Deus, iniciou-se o processo de multiplicação. Mais tarde, quando Deus decidiu riscar o homem da face da terra, em virtude da condição de pecado a que havia chegado, encontrou a Noé, que achou graça diante dEle e o comissionou a construir a arca e a preservar sua família, estabelecendo um pacto no qual continua o desejo de crescimento no coração de Deus: “Crescei e multiplicai-vos, enchei, enchei a terra”. A geração de Adão havia desaparecido e entrara a geração de Noé, através de cuja descendência, Sem, Cão e Jafé, seguir-se-ia o processo multiplicador. Com eles a terra foi povoada, mas com o passar dos anos se apartaram de Deus, entregando-se a adorar ídolos, e o Senhor teve que intervir. Foi quando chamou a outro homem: Abraão. Todos conhecemos o chamado e a promessa na qual o conceito de multiplicação continua claro:
“Sai-te da tua terra, e da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gênesis 12:1-3).
A Escritura conta que Abraão creu em Deus, por isto em outra oportunidade o Senhor lhe disse:
“Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as pode contar. E disse-lhes: Assim será a tua descendência. E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça”. (Gênesis 15:5-6).
Com estes antecedentes em mente, não podemos duvidar que a multiplicação tem estado desde o início no propósito de Deus.
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César Castellanos |
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