Vento derruba árvores no centro de Apucarana
Estragos foram causados porque as plantas estavam condenadas. Cerca de 2 mil estão nessa situação
PROBLEMA
Prefeitura estima que 2 mil árvores precisem ser erradicadas
Cerca de 700 já foram cortadas no ano passado em Apucarana
Das 14 mil novas mudas previstas, 3 mil já foram plantadas
Apesar de pouca intensidade, o vento registrado Apucarana na manhã de ontem foi suficiente para derrubar uma árvore que atingiu dois carros na Rua Clóvis da Fonseca. A queda, que aconteceu por volta das 11h30, ocorreu em frente ao número 77, no Bairro 28 de Janeiro, interrompeu o tráfego no local por mais de 2 horas.
A árvore de grande porte, uma sibipuruna, caiu sobre dois dos veículos que estavam estacionados no local. O Ford Galaxie Landau foi o mais atingido. O capô do veículo ficou bastante amassado. Os danos foram de menor proporção no GM Astra. A árvore amassou o teto e a lateral esquerda do carro.
“Eu não posso arcar com um prejuízo no qual não tive qualquer responsabilidade e por isso pretendo acionar judicialmente a Prefeitura para que faça o ressarcimento”, adiantou o proprietário do Landau, Ivo Buorro. De acordo com o sargento Souza, integrante da equipe do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência, a sibipuruna estava condenada. “A árvore estava oca por dentro”, relata.
A queda da árvore interrompeu o tráfego na Rua Clóvis da Fonseca por mais de 2 horas
Ainda ontem na parte da manhã, por volta das 10h30, os Bombeiros atenderam ocorrência semelhante. Praticamente toda copa de uma árvore caiu em frente ao Fórum Desembargador Clotário Portugal, na Rua Miguel Simeão. Os galhos de grande porte derrubaram a fiação telefônica e da rede de energia elétrica, mas não chegaram a atingir os veículos estacionados no local. (Colaborou Luiz Demétrio)
Prefeitura está combatendo o problema
Iniciado em meados do ano passado, o Plano Emergencial da prefeitura para amenizar a arborização da cidade já cortou cerca de 700 árvores e, em contrapartida, plantou pouco mais de 3 mil mudas.
“Dentro deste plano também estão sendo abatidas árvores condenadas para evitar que problemas como o de hoje (ontem)”, diz o secretário de Turismo e Meio Ambiente, João Batista Beltrame, o Joba.
A proposta do projeto é cortar 2 mil árvores e plantar 14 mil novas mudas. “Até o final do ano devemos atingir 70% dessa meta”, planeja. A iniciativa prevê a substituição de árvores de grande porte por espécies menores como cerejeiras, ipê amarelo, extremosa, hibisco, entre outras, principalmente onde existem fiações.
“Já na próxima semana vamos iniciar a reposição de mudas na Rua Ponta Grossa. Aquele trecho vai receber cerca de 140 novas mudas de resedá também conhecida como extremosa.”
O plano, sintetiza Joba, pretende pôr fim aos problemas de arborização da cidade, como o de inadequação de espécies para área urbana. A substituição de árvores como Flamboyan e Ficus, que estão entre as espécies inadequadas para calçadas, está entre as ações previstas durante esse processo. "Suas raízes rompem as calçadas dificultando a acessibilidade das pessoas", justifica. Devido à sua complexidade, a implantação do plano, observa o Joba, será um processo gradativo e longo. (MEZ)
Vendaval causa estragos em Marilândia
Uma tempestade constituída de ventos fortes e chuva de granizo, ocorrida no final da tarde de anteontem e repetida à noite, causou estragos na zona rural de Marilândia do Sul. O fenômeno climático atingiu principalmente a zona leste do município, nas imediações do Castelo Eldorado e do Bairro 700 Alqueires.
Na propriedade rural de José Leite dos Reis, popular Zé Leite, o vendaval descobriu 90% da sua granja de frango, que está com aproximadamente 16 mil cabeças de pintainhos com apenas 18 dias de vida. A chuva não matou as aves, porém todas estão amontoadas num lado da granja que ainda tem cobertura.
De acordo com Zé Leite, o primeiro vendaval com chuva ocorreu por volta das 17h40, quando a granja acabou descoberta. Por volta das 23 horas, uma outra chuva forte caiu na região, derrubando palanques do barracão. Ontem, ele passou o dia todo tentando consertar a cobertura da granja para garantir a proteção dos franguinhos.
A tempestade destruiu também lavouras de milho e soja. O prefeito Jaime Rossi (PMDB), que tem propriedade rural naquela região, diz que a chuva e o vento afetaram a soja de seu sítio e quebraram plantações de milho na vizinhança. Árvores foram arrancadas e lançadas para as estradas. Segundo ele, o fenômeno atingiu apenas uma área do município, na zona rural, não chegando a causar estragos na cidade.
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