Estiagem aumenta focos de incêndio
Além de causar mal-estar à população, as altas temperaturas e o tempo seco das últimas semanas vêm propiciando riscos cada vez maiores de incêndio. Focos de fogo em terrenos baldios, caçambas de lixo, vegetação na beira de estradas e matas têm sido mais freqüentes. Somente na segunda-feira, o Corpo de Bombeiros atendeu dez chamados relativos a incêndios ambientais em Londrina.
Simultaneamente, uma mata queimava nas margens da PR-455, próximo ao Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), enquanto um fundo de vale também pegava fogo no Conjunto João Turquino (Zona Oeste). Em ambas situações, os bombeiros foram acionados. Na semana passada, os bombeiros se deslocaram três vezes no mesmo dia a uma rua do Jardim Leonor (Zona Oeste), onde o lixo de uma caçamba pegou fogo sucessivas vezes.
Em janeiro, foram 43 incêndios atendidos do dia 1º ao dia 17. Em 2005, durante o mês de janeiro inteiro, os Bombeiros registraram apenas 28 incêndios dessa natureza.
O subcomandante do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros, major Dario Natan Bezerra, explicou que, nos dias mais quentes, os focos podem começar espontaneamente. “A existência de materiais reflexivos da luz solar como garrafas de vidro e papel laminado em terrenos baldios já pode causar um incêndio. Esses materiais concentram os raios solares e podem iniciar um foco no mato seco”, disse o major. Há casos ainda em que o vento pode carregar minúsculas brasas de um foco de incêndio para outra região e provocar uma nova queimada.
Mas muitos incêndios começam pela negligência humana. Uma bituca de cigarro, arremessada pela janela do carro, pode iniciar um incêndio nas margens das rodovias. Atear fogo em pastos e plantações para limpar essas áreas ou queimar lixo doméstico também são práticas perigosas. “Além do prejuízo ambiental e de possíveis danos ao patrimônio, existe também o incômodo que a fumaça causa, principalmente para pessoas que têm propensão aos problemas respiratórios”, alertou o major Natan.
Multa
Quem causa incêndios ambientais pode ser responsabilizado e multado pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema). Segundo o secretário em exercício, Gladston Gonçalves Gouvêa, a denúncia pode ser feita anonimamente, pelo telefone 3341-9660, ramal 200. É necessário apresentar os dados do incendiário, como nome e endereço. Dependendo da disponibilidade, um fiscal é enviado imediatamente ao local. Se o flagrante não for verificado, a pessoa denunciada é procurada para receber orientação da Sema. A multa por incêndio ambiental é prevista no artigo 170 do Código de Posturas do Município e o valor varia de R$ 150 a R$ 1,5 mil.
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