Empresa está com captação abaixo da demanda em Apucarana tem plano de construção de poços garantir o abastecimento
A estiagem das últimas semanas, somada ao "veranico", começa a preocupar a Sanepar em Apucarana e região. Os mananciais que abastecem Apucarana, Jandaia do sul e São João do Ivaí, já apresentam uma vazão bem abaixo do normal e deixam a Sanepar em estado de alerta.
Em Apucarana, conforme revelou ontem o gerente regional Antônio Mauro de Souza, a situação ainda está sob controle. "A vazão do Rio Caviúna é insuficiente para atender a demanda de consumo na cidade, mas estamos recorrendo ao Rio Pirapó para obter o volume necessário ao abastecimento", diz Souza.
Ele explica que a demanda instalada em Apucarana é de 920 metros cúbicos de água por hora e que, nos últimos dias, está sendo possível captar apenas 700 metros/hora do Caviúna. "Estamos suprindo esta deficiência, bombeando água do Rio Pirapó", assinala o gerente regional.
Segundo ele, a alternativa de racionamento somente seria utilizada se a estiagem se prolongasse por mais dez ou quinze dias. "Felizmente, temos previsão de chuva para os próximos dias", avisa Antônio Mauro de Souza.
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Dona de casa lava calçada na tarde de sexta-feira, na Vila Flamboyant, em Apucarana |
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O coordenador regional de clientes, Mauro Guizelini, alerta os consumidores que é preciso economizar água, para evitar racionamento. "Hoje mesmo, transitando pela cidade observamos várias donas de casa lavando calçadas para tirar o pó e também algumas pessoas levando carros", disse Guizelini.
De acordo com o coordenador, a atual situação preocupa porque, em pleno inverno, com poucas chuvas e um clima muito quente, com temperaturas acima de trinta graus, o consumo é igual ao de verão. "O quadro é preocupante, levando em conta que, em janeiro - por exemplo -, o clima é quente, mas temos chuvas", explica Guizelini.
Empresa tem plano alternativo
Antônio Mauro de Souza, faz um check-up da região e informa que a regional de Apucarana atender 24 municípios e 16 distritos, ou seja, 40 localidades. "Nesta atual estrutura, mantemos 14 estações de captação e tratamento de água e, em determinados momentos, com baixa vazão de mananciais, passamos por fases críticas", avalia.
Segundo ele, os quadros mais complicados atualmente, são os de Apucarana, Jandaia do Sul e São João do Ivaí. Em Apucarana, a Sanepar consegue controlar a situação com o aproveitamento do Rio Pirapó, mas já está em desenvolvimento uma estratégia alternativa para aproveitamento de poços mais profundos, visando o aproveitamento do Aqüífero Guarani.
A empresa já perfurou dois poços, com profundidade média de 1.000 metros, junto à estação de captação, mas decidiu pela inviabilidade de operacionalização deles. "A vazão é de apenas 100 metros cúbicos por hora e o custo não justifica o investimento", justifica Souza, anunciando que, a partir de agora, a Sanepar está iniciando a perfuração de mais três poços.
Quanto a Jandaia do Sul, ele informa que está prevista a perfuração de um poço do Aqüífero Guarani, para abastecer a cidade e também a vizinha Cambira. "Em São João do Ivaí já perfuramos um poço, mas não foi possível o aproveitamento da água, que apresentou excesso de manganês, enxofre e sais minerais, além de chegar à superfície em alta temperatura", revelou o gerente da Sanepar.
Ele diz que as pesquisas vão continuar em Apucarana e região e que a meta é garantir novas fontes de abastecimento através do Aqüífero Guarani. (MB)
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